Filipa Losa Santos

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Nasci a 22 de Junho de 1985 em Esposende, Portugal. Sou a mais nova de três irmãos e sempre fui a bagunça lá de casa. Menina da avó, tive a infância mais feliz que uma criança pode ter. Aos cinco anos, vi o meu pai emigrar para a Suíça com a esperança de uma vida melhor e foi num misto de curiosidade e revolta que percebi que a minha terra, um privilégio da Natureza, era demasiada pequena para mim.
Formei-me em Marketing na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, onde em 2008 defendi a minha tese de Mestrado em Merchandising. Em 2009, fiz o Curso de Gestão Logística na EGP-UPBS (Escola de Gestão do Porto – University of Porto Business School) e pelo caminho, ainda está um Doutoramento em Neuromarketing iniciado mas não terminado!

Sempre gostei de fazer mil coisas ao mesmo tempo e por isso, fui, durante vários anos, Socorrista voluntária na Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação de Marinhas, e barmaid numa das maiores casas nocturnas do país “Pacha-Portugal”. Em ambas reina o espírito de camaradagem e aprendizagem, verdadeiras famílias de quem orgulhosamente fiz parte.

Profissionalmente fui Formadora e Consultora. Tive o privilégio de colaborar com colegas que sempre acreditaram em mim e valorizaram as minhas capacidades de trabalho. Neste ambito, integrei projectos completamente diferentes, o que me permitiu trabalhar com adolescentes de risco, pessoas em situação de reinserção social, estudantes, empresários, profissionais de saúde, economia, hotelaria e das mais variadas áreas.

Mas há um momento da minha vida em que a minha realização profissional não foi ao encontro dos meus objectivos pessoais. No fim do meu mês faltavam dias ao meu salário e os objectivos materiais ficavam quase sempre por cumprir. Miúda de loucuras decidi emigrar.

Assim passei de menina princesa a emigrante. Foi nesta fase da minha vida que percebi o significado da expressão “comi o pão que o Diabo amassou”. As dificuldades foram, sem dúvida, muitas, horas de desanimo e sem perspectivas de melhoria. A saudade física dos meus e da minha zona de conforto chegaram a afectar até a capacidade de pensar. Mas tive sorte, sim, porque para isto é preciso ter sorte, a vida colocou no caminho pessoas boas que me ajudaram e que me emprestaram um bocadinho da sua força quando a minha já faltava.

Actualmente trabalho no serviço ao cliente, sector das limpezas, mas já fiz um pouco de tudo nesta terra. Sou uma das mentoras do projecto Conquistadores, porque acredito que sozinhos até podemos ir mais rápido mas juntos chegaremos mais longe. Sou a favor da união, da cooperação e de uma feliz integração, porque sou orgulhosamente emigrante e grata a um país que me acolheu e que me deu as oportunidades que o meu país não conseguiu dar. Um dia volto para Portugal, mas até lá a Suíça é a minha casa!

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